Imaginários reais

Porque eu quero!

Queime depois de ler.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Imaginário,

   Aqui em Niterói faz frio e o céu está encoberto por algumas poucas nuvens que tampam o pôr-do-sol. De novo escrevo esta carta a mão, penso em desta vez pô-la em um envelope endereçada a você e queima-la. Quem sabe as cinzas voem para o horizonte até o seu encontro.

  As vezes ainda penso no meu futuro, mania que faço questão de esquecer. Não gosto de tentar prever o futuro, fiz isso algumas vezes e só encontrei frustração. Quando era adolescente pensava em fugir. Quando eu fizesse 18 anos iria arranjar um emprego de garçonete, estudar jornalismo na PUC e morar numa república com os meus amigos. Hoje tenho 20 anos e não fiz nada disso. Para ser sincera, nem quero mais fazer. Agora quero ser cantora. (Risos) São só sonhos.

    Verdade que tive que escolher o que era melhor para mim. Eu nunca quis estudar na UFF, achava que só existiam professores socialistas dando aula lá. E além do mais eu queria morar no Rio. Não gosto de Niterói, é um lugar muito parado. Quando tinha 15 anos queria ser famosa e comprar um loft em Nova Yorque. Ainda quero o loft, mas não precisa ser agora. Eu acredito que atingimos nossos sonhos por caminhos que nem sempre podemos adivinhar. Talvez um dia eu seja jornalista e more num loft.

   Querendo ou não descobri que as coisas podem ser fáceis. Dizer sim apenas uma vez pode abrir uma oportunidade nova de trilhar um caminho diferente, mas que vai levar ao mesmo lugar onde queria chegar. Agora vou queimar a carta.

 

Atenciosamente,

                            Srta. Valentim.

Paris.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Imaginário,

     E lá estava eu no Cinema da UFF, sabendo que daqui a um mês terei posse de uma magnífica carteira de estudante da Universidade Federal Fluminense, sentadinha e preparada para assistir a um filme nacional. Sabe, normalmente eu não pago para assistir um filme nacional no cinema porque o cinema nacional é uma droga e além do mais eu poderia ter esperado até agosto porque assim eu não teria que pagar pela entrada, mas como eu não tinha nada melhor para fazer, fui.

    Por que eu não gosto do cinema nacional? Não sei o que acontece com os roteiristas e diretores latino-americanos, mas parece que eles pensam que para o filme ser bom tem que ter sexo e muita mulher pelada. E eles não se contentam com uma cena com pouca nudez. Eles gostam do que é explícito. A mulher não fica nua, ela fica pelada. Daqui a pouco vai dar pra ver a alma dela. O sexo não é romântico, é pornô de beira de estrada. E para eles filme bom tem que ter cortes “artísticos”. Mal dá para entender a história de tão desconexa é a montagem das cenas. Na minha opinião, o melhor filme brasileiro que eu já vi é “Tropa de elite” e você sabe porquê? Não tem mulher pelada, meu caro. E o Capitão Nascimento é másculo! Adoro! Eu não quero saber se as população precisa dar crédito para o cinema nacional. Ninguém quer pagar para ver um filme mal feito no cinema é melhor comprar o dvd piratão. VIVA A PIRATARIA!

   Fui assistir um filme chamado Budapeste e após o término concluí por seis argumentos que eu perdi o meu tempo. O filme ruim pelos seguintes motivos;

UM- A trilha sonora é uma droga.

DOIS-Budapeste não é um lugar legal. Podia ser Paris.

TRÊS- Eles falam em húngaro e húngaro é entediante.

QUATRO-Sexo explícito quando o cara é feio é muito ruim. Não rola!

CINCO-O personagem mais legal do filme é um advogado que só aparece em uma cena. A melhor cena do filme. 

SEIS- O filme é baseado num livro de Chico Buarque.

    Depois de quase dormir na cadeira do cinema fui espairecer numa festa junina, precisava esquecer aquelas cenas. Principalmente uma das últimas quando o autor do livro em que o filme se baseia aparece. Chico Buarque de Holanda não perderia a chance que aparecer na telona, né?

 

            Um abraço,

                                 Srta. Valentim.

Twittera Brasil

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Imaginário,

Antes de tudo e sem delongas, gostaria de deixar explícito que tive de reduzir o meu tempo frente ao computador devido a dores perturbadoras no ombro e na coluna. Hoje escrevo esta carta a mão, não deixando de perceber como a minha letra é feia. Quase ilegível, mas deixemos esse assunto para trás.

Logo após a descoberta do blog do grande escritor José Saramago passei a analisar os textos que leio e notei uma grande diferença. Saramago é objetivo. Normalmente quando escrevemos, e me incluo nas minhas leituras, costumamos explicar várias vezes o mesmo assunto com diferentes palavras que não dão nada além de um sentido estético e em questão de compreensão nada se adiciona. Além de texto de Saramago se conciso é também muito bem explicado. São coisas que deve ser notadas e aprendidas com ele.

Mas o assunto da carta não é este. Caso ainda não esteja familiarizado com a web 2.0, logo ali ao lado deste texto há uma série de pequenas frases com apenas 140 caracteres. o nome disso é twitter. Qualquer um pode ter um twitter e escrever o que quiser nele. Aí jaz o problema. Por estes dias, muitas pessoas passaram a escrever “#forasarney”como forma de protesto contra o até então presidente do senado José Sarney que há alguns dias atrás foi acusado de nepotismo e de utilizar os “atos secretos” para seu interesse individual. Eu não sou contra manifestações políticas pelo twitter e muito menos a favor de Sarney, mas algo nesta história me aflige.

A ignorância do povo me incomoda principalmente se tratando do povo brasileiro. Digo isso porque os brasileiros são comumente utilizados como massa de interesse político. Veja o caso do Collor. A mídia fez tanta propaganda positiva dele que o povo votou e elegeu o primeiro presidente que anos depois sofreu impeachment no Brasil (e que furtou o dinheiro da poupança do meu avô). Acho muito interessante que os “twitteros” se interesse por política, afinal não fazem mais do que sua obrigação civil, mas se eles estão dispostos a dar opinião que sejam ao menos bem informados.

Acreditar cegamente no que as notícias dizem não é um modo inteligente de se opinar sobre política. Porque a mim tanto importa se o Sarney vai ou não ser deposto, prefiro saber quem ficaria no lugar dele caso ele perdesse a cadeira no senado. Como eu sempre digo; não adianta só apontar o problema tem que achar a solução.

Sem mais para o momento,

Srta. Valentim.

Saramago

Domingo, 28 de Junho de 2009

Imaginário,

Vim aqui para dar uma nota. Leiam esse cara;http://caderno.josesaramago.org/.

Meu deus, como pude me esquecer de como é bom ler o que você não consegue entender de primeira. O prazer de sentir o cérebro funcionando e tentando decifrar o que está escrito em um texto de poucos parágrafos e muitas entrelinhas. Ah, eu adoro o Saramago! Adeus Twitter, olá José.

Abraça Jesus, cara!

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Imaginário,

Boa noite. Pela primeira vez estou tentando escrever neste horário, que diga-se de passagem é péssimo porque é quando a família se junta para assistir o jornal. O barulho da televisão normalmente me atrapalha, mas mesmo assim vou tentar escrever esta carta.

Falávamos sobre violência nas duas últimas cartas e eu prometi fazer uma carta falando sobre uma solução para o caso. Não tenho a pretensão de mudar mundo com o que eu vou escrever, porque é bem óbvio, mas acho mesmo que certas medidas devem ser tomadas.

A primeira é investir em educação. Não só o governo, mas as pessoas em geral. Não posso falar muito do ensino público porque estudei toda a minha vida em escola particular, mas pelo que eu escutei escolas estaduais não são muito boas. Digo, numa festa da sétima série no colégio não deveria ter uma garrafa de vodka e os alunos do último ano deveriam ter aulas de química. Esses casos são verídicos, eu não li em lugar nenhum, amigos meus passaram por isso. E também as escolas particulares não são tão boas quanto deveriam ser. Não gosto do jeito que os professores tratam os alunos, como se fosse muito amigos. A função da escola é formar o aluno ensinando-o a matéria e dando lições de vida. Dizer que o professor está a disposição para conversar sobre problemas pessoais é dar ao aluno muita liberdade. Liberdade de dizer o que quiser o que inclui a célebre frase; Eu pago o seu salário. Quem tem que resolver problemas pessoais de um adolescente de classe média alta em crise é um psicólogo e não alguém que fez uma faculdade para ensinar português, por exemplo. Gostava da época que os professores eram temidos. As crianças aprendiam mais (pelo menos dava essa impressão) e a noção de respeito aos mais velhos era ensinada a base do olhar fulminante.

De uns tempo pra cá essas lições subliminares foram perdidas. As aulas de filosofia são essenciais e na minha escola eu não tinha. O que deve ser mudado é a visão de ensino. Os pais dos alunos, que pagam pelo ensino, deveriam ir a escola e levar um abaixo assinado dizendo que os professores e outros funcionários deveriam apenas cumprir com a sua funções. Sei que é realmente difícil mudar o quadro de disciplinas e como elas são ensinadas, mas proteger seus filhos de uma educação ruim me parece um bom jeito de começar a mudar o mundo. Quanto a escola pública fica um pouco mais difícil, talvez impossível. Se eu tivesse um filho estudando em escola pública faria de tudo para ele ficar pouco tempo dentro daquele lugar. Para conter a violência nas crianças que estudam em escolas públicas digo que a educação tem que vir de casa. Foi o único jeito que eu consegui pensar, desculpe.Para cessar a violência é necessário ensinar como conte-la e como achar outras soluções para problemas cotidianos. A educação me parece um bom caminho para isso.

Mas o problema não está só nas crianças. E os adultos? Os que podem pagar deveriam ser inscrever em aulas de thai-chi-chuan (assim que se escreve?), fazer pátina, costurar. Elas precisam tirar toda essa tensão das costas. O governo poderia promover aulas gratuitas de ioga com um lugar para deixar as crianças brincando em quanto os pais liberam toda a raiva em movimentos leves. E ,prefeitos e outros políticos, isso pode servir como campanha para tentar a re-eleição. Faz bem pra todo mundo. Se não tiver dinheiro nem tempo para esperar o governo tomar alguma medida, abraça jesus, cara! Vai pra um culto evangélico! Você é drogado, pobre, ferrado e violento? Vai pra igreja! Lá você vai aprender a louvar ao senhor! Melhor que acordar todo sujo de fezes. As pessoas tem que começar a se importar com elas mesmas, se amar mais. Assim elas vão se cuidar e aprender a cuidar de quem elas amam. Vamos distribuir amor e não violência.

Pós-escrito

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2- Este blog não tem fins lucrativos, ainda.
3- Não existem propagandas neste blog a menos que eu queira.
4- Este blog só tem um autor.
5- Este blog obedece ao regime autoritário, não democrático.
6- Não sou responsável pelo que outrem venha a escrever na área de comentários
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9- Os comentários são moderados para serem corrigidos, NENHUM comentário é apagado apenas RE-ESCRITO.
10- Propagandas de outros blogs devem ser feitas através de um E-MAIL e eu farei um post falando do referido blog.