Abraça Jesus, cara!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Imaginário,

Boa noite. Pela primeira vez estou tentando escrever neste horário, que diga-se de passagem é péssimo porque é quando a família se junta para assistir o jornal. O barulho da televisão normalmente me atrapalha, mas mesmo assim vou tentar escrever esta carta.

Falávamos sobre violência nas duas últimas cartas e eu prometi fazer uma carta falando sobre uma solução para o caso. Não tenho a pretensão de mudar mundo com o que eu vou escrever, porque é bem óbvio, mas acho mesmo que certas medidas devem ser tomadas.

A primeira é investir em educação. Não só o governo, mas as pessoas em geral. Não posso falar muito do ensino público porque estudei toda a minha vida em escola particular, mas pelo que eu escutei escolas estaduais não são muito boas. Digo, numa festa da sétima série no colégio não deveria ter uma garrafa de vodka e os alunos do último ano deveriam ter aulas de química. Esses casos são verídicos, eu não li em lugar nenhum, amigos meus passaram por isso. E também as escolas particulares não são tão boas quanto deveriam ser. Não gosto do jeito que os professores tratam os alunos, como se fosse muito amigos. A função da escola é formar o aluno ensinando-o a matéria e dando lições de vida. Dizer que o professor está a disposição para conversar sobre problemas pessoais é dar ao aluno muita liberdade. Liberdade de dizer o que quiser o que inclui a célebre frase; Eu pago o seu salário. Quem tem que resolver problemas pessoais de um adolescente de classe média alta em crise é um psicólogo e não alguém que fez uma faculdade para ensinar português, por exemplo. Gostava da época que os professores eram temidos. As crianças aprendiam mais (pelo menos dava essa impressão) e a noção de respeito aos mais velhos era ensinada a base do olhar fulminante.

De uns tempo pra cá essas lições subliminares foram perdidas. As aulas de filosofia são essenciais e na minha escola eu não tinha. O que deve ser mudado é a visão de ensino. Os pais dos alunos, que pagam pelo ensino, deveriam ir a escola e levar um abaixo assinado dizendo que os professores e outros funcionários deveriam apenas cumprir com a sua funções. Sei que é realmente difícil mudar o quadro de disciplinas e como elas são ensinadas, mas proteger seus filhos de uma educação ruim me parece um bom jeito de começar a mudar o mundo. Quanto a escola pública fica um pouco mais difícil, talvez impossível. Se eu tivesse um filho estudando em escola pública faria de tudo para ele ficar pouco tempo dentro daquele lugar. Para conter a violência nas crianças que estudam em escolas públicas digo que a educação tem que vir de casa. Foi o único jeito que eu consegui pensar, desculpe.Para cessar a violência é necessário ensinar como conte-la e como achar outras soluções para problemas cotidianos. A educação me parece um bom caminho para isso.

Mas o problema não está só nas crianças. E os adultos? Os que podem pagar deveriam ser inscrever em aulas de thai-chi-chuan (assim que se escreve?), fazer pátina, costurar. Elas precisam tirar toda essa tensão das costas. O governo poderia promover aulas gratuitas de ioga com um lugar para deixar as crianças brincando em quanto os pais liberam toda a raiva em movimentos leves. E ,prefeitos e outros políticos, isso pode servir como campanha para tentar a re-eleição. Faz bem pra todo mundo. Se não tiver dinheiro nem tempo para esperar o governo tomar alguma medida, abraça jesus, cara! Vai pra um culto evangélico! Você é drogado, pobre, ferrado e violento? Vai pra igreja! Lá você vai aprender a louvar ao senhor! Melhor que acordar todo sujo de fezes. As pessoas tem que começar a se importar com elas mesmas, se amar mais. Assim elas vão se cuidar e aprender a cuidar de quem elas amam. Vamos distribuir amor e não violência.

0 Confirmar presença:

Pós-escrito

1- Este blog trata somente do meu ponto de vista.
2- Este blog não tem fins lucrativos, ainda.
3- Não existem propagandas neste blog a menos que eu queira.
4- Este blog só tem um autor.
5- Este blog obedece ao regime autoritário, não democrático.
6- Não sou responsável pelo que outrem venha a escrever na área de comentários
7- São proibidos palavras chulas e alguns termos estrangeiros, esse blog é purista.
8- Nem sempre o que é escrito é verdade posto que verdades e mentiras não existem, são palavras muito relativas.
9- Os comentários são moderados para serem corrigidos, NENHUM comentário é apagado apenas RE-ESCRITO.
10- Propagandas de outros blogs devem ser feitas através de um E-MAIL e eu farei um post falando do referido blog.